segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Uma história muito especial... A Beleza que nem todo mundo vê.

Sim, Virgínia, Papai Noel existe.

Foi no Natal de 1897 que Virginia O’Hanlon Douglas, uma garotinha de 8 anos, filha de um médico de Nova York, nos Estados Unidos escreveu para o jornal The Sun perguntando se Papai Noel existia. O jornal publicou sua carta e a resposta do editorialista Francis Church. Foi um sucesso tão grande que o The Sun reproduziu-as durante os anos seguintes, na época de Natal, até seu último número em 1949.O fato se tornou famoso na imprensa mundial, virou livro com recorde de venda nos Estados Unidos e hoje, fazendo jus a sua fama pode ser encontrado na Internet.


EDITORIAL DO THE SUN, 1897

É com enorme prazer que respondemos a carta abaixo, aproveitando para expressar nossa enorme gratidão em reconhecer sua autora como leal amiga do The Sun.

Prezado editor
Tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que não existe Papai Noel. Meu pai costuma falar. “Se estiver no The Sun, então será verdade”.Por favor, diga a verdade. Papai Noel existe?

Virgínia O’ Hanlon


Virgínia, seus amiguinhos estão errados; Provavelmente foram afetados pela descrença de uma época em que as pessoas acreditam em poucas coisas. Só acreditam naquilo que vêem. Eles acham que o que não compreendem com suas cabecinhas não pode existir. Todas as mentes, Virgínia, sejam a dos adultos ou das crianças, são limitadas. Nesse nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiguinha, quando seu intelecto é comparado com o infinito que o cerca ou quando medido pela inteligência capaz de entender toda verdade e conhecimento.
Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Isso é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Ah! Como seria triste o mundo sem Papai Noel! Seria tão triste quanto não existir Virgínias. Não haveria então a fé das crianças, a poesia e a fantasia para fazer a nossa existência suportável. Não teríamos alegria nem prazer a não ser com os nossos sentidos: seria preciso ver e tocar para poder sonhar. A transparente luz das crianças, com a qual inundam o mundo, seria apagada.
Não acreditar em Papai Noel!...É o mesmo que não acreditar em fadas!
Você poderia pedir ao seu pai para contratar muitos homens para vigiar todas as chaminés na véspera de Natal e assim pegar Papai Noel; mas, mesmo que você não o visse descendo por elas, o que isso provaria? Ninguém vê Papai Noel, mas não há sinais de que ele não existe.
Você por acaso já viu fadas dançando no jardim? Claro que não, mas não há provas de que elas não estejam por lá. Ninguém pode conceber ou imaginar todas as maravilhas do mundo que nunca foram vistas e que nunca poderão ser admiradas. As coisas mais reais no mundo são aquelas que nem as crianças nem os adultos podem ver.
Se quebrarmos o chocalho de um bebezinho, poderemos ver o que faz aquele barulho lá dentro, mas existe um véu cobrindo o mundo invisível que nem o homem mais forte, nem o amor e a fantasia podem abrir essa cortina e desvendar a beleza e a gloria celestiais que existem por trás dela. Será que tudo isso é real? Ah, Virginia, em todo este mundo não existe nada mais real e duradouro.
Se existe Papai Noel? Graças a Deus ele vive e viverá para sempre.
Daqui a mil anos, Virginia, e ainda dez mil anos ou dez vezes esse número, ele continuará a fazer feliz o coração das crianças.

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